PROJETO
Kilombo – 2003
O Projeto Kilombo foi idealizado pela Fundação Professor Luiz Maranhão, com sede em Natal/RN, por intermédio do pelo vice-prefeito de Janduís, à época Antônio José Bezerra. A proposta nasceu a partir de diálogos culturais feitos com a comunidade rural e urbana de Janduís, no período de março a dezembro de 2003, onde foram feitas interações e pesquisas extraídas de um projeto piloto denominado “Eu, Você e a Arte, Nós e a Comunidade que estava sendo iniciado.
A ausência de políticas públicas pra cultura, notada a existência constante de produções independentes, foi pensado numa ação que trouxesse a valorização das manifestações artísticas, fortalecimento do campo educacional e a fomentação de um espaço social coletivo. O projeto ofertava oficinas de teatro, dança, capoeira e recreação, linguagens mais solicitadas e que eram capazes de ser desenvolvidas, levando em consideração a habilidade identificada na Cia. Ciranduís.
Os trabalhos foram realizados no antigo prédio Vaporzão, atual Casa de Cultura Popular Vapor das Artes, nas terças-feiras e quintas-feiras, nos horários das 08h às 11h, e 14h às 17h, atendendo a zona urbana de Janduís, com prioridade para alunos de escolas públicas sem acesso a atividades culturais, com dificuldade em leitura ou apresentasse interesse em participar efetivamente das oficinas.
Diante do êxito na zona urbana e com as condições necessárias, as atividades se estenderam a zona rural, com funcionamento na sede da Associação Comunitária do Sítio Verruma (comunidade de Verruma) e no anexo da Escola Aluízio Gurgel, atual Escola Municipal Antônia Eurli de Brito (Comunidade de Permissão). Os dias de trabalhos se davam aos domingos, entre 08h e 11h, por se tratar de um dia favorável aos inscritos. Ao todo, houve participação de 80 pessoas na zona urbana e 35 pessoas na zona rural, totalizando 115 participantes.
O projeto finalizou e apresentou como resultado a formação de um grupo de teatro no Sítio Verruma e outro na Permissão; um grupo de teatro, um grupo de dança e um grupo de capoeira na zona rural. Os grupos não tiveram sustentação por falta de apoio financeiro e por não ter havido interesse do poder público.